quinta-feira, 7 de junho de 2012

'Submisso


'E não parecia nada, lá no fundo ainda era alguma coisa, talvez tudo, se não isso, então uma boa parte de mim. Minha cabeça queimava pensamentos sobre ele, sobre a escuridão da noite, o frio e os beijos dados em lugar nenhum. Os cheiros ruins, fracos e sedosos brotavam como uma flor brota num vale de jardim só, solitária. Talvez era isso, ''SOLITÁRIA'', esse era o motivo da falta? Esse era o motivo dos choros, dos sentimentos vazios, e o ódio da vida e de tudo?  Esse era o motivo  de por que ele ainda estava rondando meus pensamentos e tudo em minha volta?  O mundo mais parecia preto e branco, ou só cinza, as cores surgiam de vez em quase nunca e desbotavam como as cores do pôr do sol, mas essas são mais bonitas. Os meus sonhos eram feitos e dissipados e vistos e sonhados com toda a estrutura do corpo dele, quente como fogo. Quente, ardendo sobre a minha pele como o sol ao meio dia. Ele era nada, quando era tudo. E ele, essa Lua Azul me deixou enfeitiçada com todas as nossas tardes já passadas, vindas e lembradas de um tempo que nunca mais será meu. Que doces pensamentos, repletos de insanidades infinitas, chegadas de não sei onde. Trazendo histórias de um garoto e uma garota que não foram feitos um para o outro. Que seguiam longe, mais perto, sempre tropeçando pelo mundo, levando a vida.

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