quinta-feira, 17 de maio de 2012

'Agosto


'Tão estranho me olhar agora, e me ver sem você. Eu já estava acostumada a te ter comigo, a receber suas mensagens, e me preocupar em saber como você está, se está bem, se não está... Tão estranho agora todo dia de chuva, todo espaço vazio, tão estranho não ouvir mais seus paços entre o silêncio daquele lugar. E os dias de verão, as caminhadas pra casa, seus ''Que horas tu chegou ontem?'' e as suas armadilhas na tentativa de me fazer confessar. Tão estranho tudo sem você, tão estranho o mundo todo, descoloriu, sumiu, dissipou. Tão estranho olhar um céu azul, ou nublado, tão estranho não ter mais o que escrever sobre você no meu Diário, quando um dia você ocupava todas as páginas, todas as páginas de tudo. Era só você. Só eu e você, e nada menos que isso. E ''isso'' é o que mais me dói.

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